Boas vindas à todos aqueles que, pelos mais diversos meios, chegaram à este blog. ANACRÔNICO: AVESSO AOS COSTUMES ATUAIS (in: Aurélio). A partir deste significado e do trocadilho com o meu nome, Anacrônica será meu megafone, onde soltarei meus gritos, “cronicarei” sobre flores (e espinhos) e mais alguma coisa que me der na telha. Se for de seu interesse, bom proveito. Se não for, tudo bem, eu te perdoo.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Mais sangue na zona sul de São Paulo
Madrugada de sábado e o sono dos moradores da região do Capão Redondo mais uma vez foi interrompido.
A onda, ou melhor, o mar de violência parece não ter fim.
A acusada de ter cometido o crime, F., 23 anos, se defende:
- Ou era ele ou era eu! Fiz o que tinha que ser feito! Agi em legítima defesa!
E na cena do crime, um indício: uma mancha do sangue de F., na parede. Junto com o sangue é possível identificar os restos mortais da vítima, que antes do crime acontecer, era o verdadeiro culpado: o pernilongo.
F. arremata:
- Não me arrependo e faria novamente se fosse necessário. Só assim para conseguir dormir em paz!
É o que todos nós em São Paulo esperamos: dormir em paz...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Desejo
Só quero que você me tome em seus braços
E me leve para sua vida
Ousadia?
Não. Apenas vontade de fazer poesia.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Torpedo extraviado
Ontem recebi uma mensagem no celular, que continha o seguinte texto: "Meu amor, esqueceu que eu não estou no Refúgio?".
No primeiro momento, apenas dei risada, já que a mensagem certamente não era para mim.
Depois, fiquei pensando: o que deverá ser o tal "Refúgio", escrito assim, com a primeira letra maiúscula?
Seria um local espiritualizado, distante da cidade, onde a grama é bem verde, o céu é bem azul, os passarinhos cantam livres e respira-se ar puro?
Poderia ser também um nome fictício para se referir a um local destinado a encontros amorosos secretos?
Me lembrei daquele romance do século XIX, O primo Basílio, de Eça de Queiróz, em que Luisa, que é casada com Jorge, tem um relacionamento secreto com seu primo, Basílio. Os amantes passam a se encontrar no "Paraíso", que nada mais é do que uma espécie de motelzinho chinfrim de beira de esquina, onde a paixão acontecia de forma intensa.
Seria essa também a finalidade do "Refúgio"?
Uma outra vez, recebi um SMS desviado, em que a pessoa que escreveu estava bastante aflita com a finalização de um trabalho de faculdade sobre uma disciplina que nunca ouvi falar (hoje, nem me lembro mais qual era...). Diante da importância da mensagem, respondi ao remetente, dizendo que ele/ela havia se enganado quanto ao destinatário e desejando sorte na conclusão do tal trabalho.
Até hoje, não recebi nem um "obrigado". Mas, tudo bem. Ninguém é obrigado a dizer "obrigado".
Se você, que está lendo esse texto agora, souber quem é o "meu amor" ou, então, a pessoa que "não estava no Refúgio" avise, por favor, que o torpedo extraviou.
Neste caso, é melhor eu não querer ser simpática ou empática.
Não quero que minha intenção seja mal interpretada, ou melhor, desviada de seu destino original.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
À bandeira despregada
Pense na bandeira do Brasil, lá no alto do mastro, tremulando, demonstrando toda a sua imponência e magnitude, liberdade e independência...
Uma bela imagem, não?
Qual seria, então, o significado do expressão rir à bandeira despregada? Você já ouviu essa expressão alguma vez?
Será que remete a algo fora de controle? Que acontece ao sabor do acaso, das circunstâncias, do vento?
Ou se refere a algo livre, que não depende ou se baseia em amarras sociais, pois tem sua própria autonomia?
Pode ser o mesmo que rir debochadamente, rir muito, rir alto, rir sem medo de passar por ridículo, rir sem se importar com o resto?
Dizem que essa expressão surgiu para descrever as ocasiões pós-batalha, em que as tropas vencedoras voltavam para casa, alegres e relaxadas, com a bandeira despregada do mastro, sinalizando a vitória. E, em caso de derrota, a bandeira vinha presa ao mastro.
A única coisa que sei é que aprendi a falar da tal bandeira despregada com minha mãe, que aprendeu com minha avó.
Sempre que minha mãe usa essa expressão, desde criança, eu pergunto:
- Mas, afinal, o que é isso?
E ela, depois de rir à bandeira despregada, responde:
- Não sei, não. Sua vó que falava...
Obrigada, vó, por me ensinar, mesmo iletrada, um pouco mais sobre a Língua Portuguesa!
sábado, 9 de junho de 2012
Renovação
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